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Lupa
Ataque à escola
Não dê fama ao atirador de Sapopemba nem compartilhe fotos violentas
23.10.2023 - 14h24
Mais um ataque a escola foi registrado na manhã desta segunda (23). É o oitavo no Brasil só este ano. O episódio aconteceu no bairro de Sapopemba, zona leste de São Paulo, e deixou um morto e ao menos dois feridos. 
A Lupa preparou um breve guia para ajudar os brasileiros a lidar com mais essa violência de forma objetiva e humanizada. As instruções a seguir vêm de especialistas e fontes que estudam casos de 'mass shooting' (tiroteio em massa) no Brasil e nos Estados Unidos. 
Evite a glorificação
1. Não exponha o criminoso. Não divulgue seu nome. Não espalhe sua foto nem qualquer outro tipo de informação que permita identificá-lo;
2. Não reproduza os manifestos que os criminosos costumam deixar. Eles tendem a ter dados distorcidos que buscam (em vão) justificar o ataque. Não amplifique esse tipo de informação – muito menos de forma literal.
Evite o Efeito Contágio
3. A experiência estadunidense diante de ataques desse tipo mostra que quanto mais um atentado recebe exposição, mais margem há para que outras pessoas decidam tomar o mesmo caminho.
Proteja as vítimas
4. Só publique o nome de uma vítima antes das autoridades se a própria família divulgar a informação. Você não quer que alguém descubra que seu parente morreu em um tiroteio em massa pela imprensa ou por uma publicação na internet;
5. Não divulgue imagens (violentas) do crime. Nada de pessoas mortas ou feridas passando na timeline dos outros, nem encaminhe em grupos de notícias no Whatsapp ou nos aplicativos de mensagem alheios;
6. Conforte sobreviventes, famílias e comunidades – incluindo as famílias dos perpetradores. A família, muitas vezes, não tem envolvimento direto e também sofre com o episódio. 
Não instigue a audiência. Amplifique apoio
7. Inclua nas reportagens links, números de telefone etc. para ajuda psicológica. Em postagens pessoais, esse serviço também é importante; 
8. Compartilhe informações corretas de forma a ajudar as pessoas neste momento a reconhecer e responder a indivíduos que possam estar considerando realizar um ato violento;
9. Informe quais são os sinais de alerta de angústia ou de comportamentos potencialmente violentos que estão ligados a este tipo de episódio;
10. Encoraje as pessoas a procurar ajuda para si mesmas ou para outros que possam estar em maior risco de atos prejudiciais.

Este guia foi baseado em entrevista com Catarina de Almeida Santos, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília, neste artigo da “National Center for Health Reserach” (Centro Nacional de Pesquisa em Saúde, nos Estados Unidos) e neste guia do “Suicide Awareness Voices of Education” (Conscientização sobre o suicídio, vozes da educação, em tradução livre). 
Caso identifique que precisa de ajuda e de apoio emocional, você pode ligar para o 188, número do Centro de Valorização da Vida (CVV) que atende 24 horas com uma equipe de especialistas e voluntários para auxiliar e conversar nestes momentos. 
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Tipo de Conteúdo: Artigos
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