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4 estudos científicos para entender o que é sharenting
21.03.2024 - 21h28
Rio de Janeiro - RJ
Na última semana, você viu aqui na Lupa uma reportagem sobre os riscos e perigos do sharenting, prática exercida por pais e responsáveis quando compartilham fotos, vídeos e dados de seus filhos na Internet. 
Os dados são preocupantes: enquanto mais de 77% de pais e responsáveis fazem sharenting, menos de 25% pedem permissão às crianças para isso, segundo dados de uma pesquisa publicada em 2021 com adultos pais e responsáveis norte-americanos.
Hoje, diferentes áreas do conhecimento – como direito, psicologia e comunicação – abordam o assunto, que é transversal e marca a relação entre pais e filhos na era das redes sociais, dos likes e compartilhamentos. 
Dos riscos psicológicos, ao direito ao esquecimento, passando pelas responsabilidades legais dos pais e das plataformas, confira 4 pesquisas sobre sharenting:
1. (Over)Shareting: a superexposição da imagem e dos dados pessoais de crianças e adolescentes a partir de casos concretos
Neste artigo, o advogado Filipe Medon analisa a superexposição da imagem e dos dados pessoais de crianças e adolescentes na internet a partir de casos concretos, debatendo direitos e deveres dos pais até princípios como o da liberdade de expressão. 
2. Rumores: Sharenting e engajamento nos perfis de celebridade: o caso @mariaalice
O estudo de Renata Tomaz faz uma análise a partir do perfil @mariaalice, filha do cantor Zé Felipe e da influenciadora Virgínia Fonseca, no período de grande crescimento em termos de seguidores, de maio a junho de 2021. Tomaz mostra que, embora a figura da criança seja o  tema das publicações, o discurso apresenta perspectiva adultocêntrica.
Crédito: Pexels
3. Mediação parental na exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais
Este artigo de Fernanda Schwartz e Janaína Pacheco, pesquisadoras da psicologia, mostra a importância da mediação e do monitoramento parental de conteúdos sobre a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais e na internet. 
O artigo discute também as divergências entre pais e filhos com relação à percepção do controle parental exercido, fazendo deste um tema ainda mais urgente.
4. O direito das crianças à privacidade
Publicado pelo Instituto Alana em parceria com o InternetLab, este relatório mostra que plataformas digitais não foram, em sua maioria, projetadas para crianças com menos de 13 anos, mas que ainda assim elas estão tão imersas quanto outros indivíduos. A partir de uma extensa coleta de dados, o documento aponta obstáculos, agendas e um cenário preocupante em relação à exposição, armazenamento e uso de dados relacionados às crianças brasileiras, especialmente quanto a seu direito à privacidade e ao desenvolvimento pleno.

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