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Morte de cacique no Acre não está relacionada com vacinação contra a Covid-19
02.02.2021 - 14h42
Rio de Janeiro - RJ
Circula pelas redes sociais texto publicado em um website noticiando a morte do cacique Fernando Rosas Kapi Icho Katukina. O título diz o seguinte: “morre o primeiro indígena a tomar a CoronaVac no Acre”. Nas redes sociais, diversas pessoas compartilharam esse texto dizendo que a morte do cacique foi causada pela vacina. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:
“Morre o primeiro indígena [Fernando Katukina] a tomar a CoronaVac no Acre”
Título de texto publicado no site Imprensa Brasil que, até às 13h do dia 2 de fevereiro de 2021, tinha sido compartilhado por 500 pessoas no Facebook
Verdadeiro, mas...
Na última segunda-feira (1º), o cacique Fernando Rosas Kapi Icho Katukina, de 56 anos, morreu após uma parada cardíaca. Embora ele tenha tomado a Coronavac — vacina contra o novo coronavírus desenvolvido pela Sinovac — dias antes, sua morte não tem relação com a vacina aplicada. Segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, Katukina lutava contra a diabetes há 11 anos e tinha ainda hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva. Foi esse o quadro que resultou no óbito.
“No dia 19 de janeiro de 2021, foi vacinado contra a COVID-19 e em nenhum momento foi constatada conexão entre a vacinação e seu óbito. A propagação de qualquer notícia especulativa neste momento tão importante para o combate à COVID-19 dentro das comunidades indígenas, pode ser considerada, no mínimo, irresponsável”, disse a Secretaria. Ou seja, até o momento não existe a comprovação de que a vacina tenha contribuído para a morte do líder.
Fernando Katukina era uma liderança do povo Noke Ko’í (Katukina) e atuava em frentes de proteção aos povos indígenas do Acre, defendendo principalmente a educação escolar indígena. Durante a pandemia da Covid-19, ele foi infectado pelo vírus, mas se recuperou. Em janeiro de 2021, foi escolhido para ser o primeiro indígena da região a tomar a vacina, dando o exemplo para outras pessoas da região.
Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.
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Gabriela Soares
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