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Lupa
Fakes e negacionismo agravam perigos da crise climática, diz Carlos Nobre
29.11.2023 - 09h00
Florianópolis - SC
Climatologista Carlos Nobre foi um dos autores do 4º relatório do Painel Intergovernamental em Mudanças Climáticas (IPCC), premiado com o Nobel da Paz em 2007 - Imagem: arquivo pessoal
O ano de 2023 chega ao fim como o mais quente dos últimos 125 mil anos. O alerta foi disparado pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, órgão da União Europeia. Apesar de eventos extremos serem registrados em todo o mundo, como alto volume de chuva no Sul do Brasil e seca no Norte, o negacionismo climático ainda encontra eco nas redes sociais.
Para o climatologista brasileiro Carlos Nobre, uma das principais referências no mundo sobre mudanças climáticas, é preciso ser “completamente louco de cabeça” para não perceber que o clima do planeta está mudando: “Todos os fenômenos climáticos estão ficando mais intensos. Já foi demonstrado fisicamente que isso tudo tem a ver com as emissões de gases de efeito estufa”.
O pesquisador é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e foi um dos autores do 4º relatório do Painel Intergovernamental em Mudanças Climáticas (IPCC), premiado com o Nobel da Paz em 2007
Em entrevista à Lupa às vésperas de mais uma edição da Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas, a COP 28, Nobre desmente algumas teorias que negam o aquecimento global, entre elas a de que o CO2 é benéfico e a de que as nuvens seriam capazes de resfriar o planeta — teorias não amparadas na ciência e que foram, inclusive, defendidas (e desmentidas depois) pelo físico norte-americano John Clauser, vencedor do Nobel de física em 2022. 
Veja, a seguir, os principais trechos da conversa:
No começo de novembro, o físico John Clauser afirmou que o CO2 é, na verdade, benéfico para o planeta — e não responsável pelo aquecimento global. Nas redes sociais, conteúdos negacionistas alegam que não é possível traçar uma relação tão direta entre a temperatura da Terra com o CO2. Essas teorias têm algum embasamento? 
No X (antigo Twitter), usuários repostaram notícias sobre a declaração de John Clauser que nega o aquecimento global
Clauser ganhou o prêmio Nobel por algo que fez décadas e décadas atrás e que não tinha nada a ver com o aquecimento global. Ele não é um especialista em clima. Alguns negacionistas no Brasil usam o mesmo argumento. 
Segundo essa teoria, quando a atmosfera tem mais gás carbônico, o CO2, a fotossíntese seria mais eficaz. E que, por isso, um terço dos 45 bilhões de toneladas de gás carbônico que nós lançamos na atmosfera por queima de combustíveis fósseis, desmatamento ou agricultura, por exemplo, seria removido da atmosfera pelas florestas do planeta. E essas pessoas também dizem que a agricultura fica mais produtiva quando você tem mais CO2. 
Contudo, o que eles não falam — o que é uma surpresa, porque isso é uma coisa da física elementar — é que mais CO2 na atmosfera aquece o planeta. 
“Quando o planeta está mais quente, os oceanos evaporam mais água. Consequentemente, chove de maneira extrema. Quando chove muito no lugar, esse lugar induz uma seca em outro. Todos os extremos ficam mais extremos. Quando você tem muitas ondas de calor, isso derruba a produtividade da agricultura.”
– Carlos Nobre, climatologista
É uma surpresa você pegar um aspecto da física, o de que a fotossíntese é mais eficiente quando tem mais CO2 na atmosfera, e não ver todos os outros impactos negativos do aquecimento global. Mais CO2 na atmosfera aquece o planeta. Essa teoria é, portanto, absurda. Se aumentar o CO2 e outros gases de efeito estufa, vamos chegar até o final do século com temperatura 4°C mais quente.
Por que o aquecimento será prejudicial? 
Vou te dar um exemplo: se a temperatura do planeta subir 4 graus até o final do século, a cidade de Florianópolis (SC), durante metade do ano, terá uma condição de temperatura na qual o corpo de uma pessoa jovem e saudável aguenta apenas duas horas. Idosos e bebês, apenas meia hora. Isso se dá em razão do estresse térmico, que é quando a gente não consegue perder calor. No Rio de Janeiro, serão 300 dias por ano assim. Em Manaus, Porto Velho e Belém, 365 dias por ano.  
Isso aconteceu nas últimas semanas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, que tiveram o período mais longo com temperaturas máximas entre 35° e 40°C, até acima de 40°C em alguns lugares. Foram oito dias de temperaturas máximas e mínimas que não caíram abaixo de 21ºC.  
Outra teoria que circulou recentemente nas redes sociais foi a de que a temperatura é determinada pela cobertura das nuvens e, portanto, elas teriam um efeito de resfriamento. Esse argumento procede?
As nuvens, de fato, refletem bastante radiação. Mas quando você tem mais nuvem, é mais vapor d’água na atmosfera [causado pelo aquecimento do planeta em razão da emissão de gases de efeito estufa]. 
Negacionistas da emergência climática alegam que nuvens resfriam o planeta e que isso poderia impedir o aquecimento global
O ponto é que 60% do efeito estufa da nossa atmosfera é o vapor d'água. E todos os estudos já mostraram que, com mais vapor d'água, por mais que você tenha mais nuvens baixas em alguns lugares [as nuvens baixas, chamadas estratiformes, são as que refletem o calor], o efeito do aquecimento é o que domina. Os estudos todos já mostraram que não tem compensação, não tem resfriamento por ter mais nuvens. 
Para entender a diferença entre nuvens: quando a gente tem uma nuvem baixa em cima dos oceanos, ela reflete cerca de 30% a 40% da radiação solar e, de fato, ajuda a esfriar o planeta. Já quando se tem nuvens muito altas, elas têm muito vapor d’água. Portanto, quando a temperatura dos oceanos está mais alta, eles evaporam mais. 
E são as águas frias de toda a costa da América do Norte, da América do Sul, de parte da África e da Ásia que geram uma grande quantidade de nuvens baixas que ajudam a refletir cerca de 30% a 40% da radiação solar. Com o aquecimento global, contudo, perdem-se  essas nuvens baixas que refletem. Sem elas para refletir o sol, vai direto para o oceano e o aquece.  
Aí, quando a gente faz a conta, se continuar com as emissões, a temperatura vai aumentar 4ºC até 2100. Uma boa parte desse aumento é o vapor d'água — porque aumentou a temperatura do planeta, aumentou a temperatura do oceano e, consequentemente, aumentou a evaporação. Esse é o balanço. Por isso que se diz que o vapor d’água é o principal gás do efeito estufa.  
“Toda a evolução biológica do planeta depende de ter água líquida e gasosa, que são fenômenos naturais. No entanto, o que acontece é que, quando o planeta aquece — e esse é um dos pontos de não-retorno muito perigoso —, aquece também os oceanos.”
– Carlos Nobre, climatologista
Uma outra tese que circulou foi a de que ciclos de atividade solar são a verdadeira razão para as alterações climáticas — não gases emitidos pelo ser humano.  
Todo cálculo que foi feito até o momento indica que, a partir dos ciclos de atividade solar, o máximo que daria de variação [da temperatura] a partir das explosões solares não passa de 0,5°C. No entanto, dados de 2021 a 2022 mostram que os gases efeito estufa já aumentaram a temperatura em 1,1°C. 
Publicação no Facebook compartilhada centenas de vezes alega que o aquecimento global não foi comprovado usando apenas capas de revistas
Vale dizer que nós jogamos tantos poluentes na atmosfera que as partículas da queima, por exemplo, de combustíveis fósseis geram micropartículas que refletem radiação solar. E essa grande poluição representa 0,5°C de resfriamento. Então, o balanço total é de 1,1°C nesse período de 2021 a 2022 — mais, portanto, do que a variação a partir dos ciclos solares.
Quando se fala que é variabilidade natural, é preciso colocar a história em perspectiva. Se voltarmos 250 milhões de anos atrás, quando tivemos a terceira extinção da vida no planeta, 90% das espécies desapareceram. Mas isso porque tivemos 100 mil anos de erupções vulcânicas antes disso.
Então, alguns cientistas negacionistas dizem que esse aquecimento que nós estamos vendo não é o gás carbônico que a gente joga, é erupção vulcânica ou vazamento de gás carbônico quando você tem um terremoto. Só que a ciência de hoje já é capaz de analisar e comparar todas as moléculas de gás carbônico. Com isso, é possível identificar as moléculas de gás oriundas de vazamento de erupção ou de terremoto e as que vieram a partir da queima de petróleo ou desmatamento.
Praticamente quase 100% do que nós aumentamos de gás carbônico — já aumentou 50% do que era antes da revolução industrial — são os nossos gases, não os naturais. Lógico que quando você olha bilhões de anos da evolução do nosso planeta, tivemos inúmeros eventos de emissão natural dos gases que ficaram presos em quantidade gigantesca. Mas a escala desses fenômenos geológicos é de, no mínimo, milhões de anos. 
“Nós estamos falando de um aquecimento de um século, acelerado principalmente nos últimos 60, 70 anos. Existem todos esses estudos mostrando que as moléculas de gás carbônico vêm do carvão, do petróleo, da agricultura, do desmatamento. A ‘assinatura’ dessas moléculas são bem diferentes daquelas oriundas da erupção dos vulcões e da perda associada com os terremotos.”
– Carlos Nobre, climatologista
Na sua percepção, quais são os problemas associados ao negacionismo e à desinformação climática? Falas como a de John Clauser podem eventualmente legitimar teorias?
Uma fala como a de John Clauser faz estrago muito grande, principalmente porque é a palavra de uma pessoa que foi agraciada por um prêmio como o Nobel. E aí você percebe todas as pessoas negacionistas que começam a dizer: “Tá vendo? Eu tinha razão”. 
Mas precisa ser completamente louco de cabeça para você não perceber que o clima do planeta está mudando. Todos os fenômenos climáticos estão ficando mais intensos. E já foi demonstrado fisicamente que isso tudo tem a ver com esses gases: o gás carbônico, o metano, o óxido nitroso e vários outros. 
Enchente na cidade da Taió, em Santa Catarina. Estado foi um dos mais afetados pelo alto volume de chuva em outubro de 2023 - Imagem - Tiago Ghizoni/Secom (Fotos Públicas)
Todos os eventos extremos estão acontecendo mais frequentemente. O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus indicou que esse ano foi o mais quente do registro histórico. Para se ter uma ideia de como o clima estava 125 mil anos atrás: a temperatura era parecida com esse ano e o nível do mar estava sete metros mais alto. 
E qual o risco do encontro entre cientistas e políticos negacionistas?
Na comunidade científica, hoje, 99,5% dos cientistas acreditam totalmente no risco da mudança climática. Então é assim: são poucos cientistas — entre muitos — que negam. Já são 40, 50 anos que a ciência avançou e tudo que foi calculado e previsto está acontecendo. Não é uma projeção para o futuro, está acontecendo. 
Mas o risco disso está principalmente quando uma pessoa que teve o benefício do seu trabalho científico ser reconhecido — como é o caso do John Clauser, ainda que por um trabalho antigo e sem qualquer relação com a mudança climática — encontra políticos negacionistas.
“Quando um país elege um presidente negacionista, como, por exemplo, o Donald Trump, nos Estados Unidos; Jair Bolsonaro (PL), no Brasil; e outros políticos de extrema-direita como na Hungria, são nesses 0,5% de cientistas negacionistas que os líderes se baseiam. E aí são capazes de ignorar os outros 99,5% que alertam sobre os risco de aquecimento global.”
– Carlos Nobre, climatologista
Por exemplo, os Estados Unidos: o país vinha com uma taxa de redução das emissões de CO2. Quando o [Donald] Trump foi eleito, aumentaram as emissões. Vale dizer que governos populistas aumentaram nos últimos 20 anos, quase todos com políticas de extrema-direita, embora também existam os populistas de extrema-esquerda negacionistas. E o político populista é aquele que só dá boas notícias, que diz que não tem risco, que não tem problema, que vai fazer economia crescer, vai melhorar a vida de todo mundo.
É muito grave quando se tem um presidente que incentiva todos os setores de emissão a continuar. E é grave também quando um presidente afirma, por exemplo, que o aumento dos desastres é uma “coisa natural”, ou “sempre aconteceu”, negando a ciência.
Vimos ondas de calor e chuva associadas ao El Niño, que é um fenômeno natural. Esses eventos extremos, mesmo os provocados por fenômenos climáticos considerados normais, já têm uma relação direta com as alterações climáticas?
O El Niño é um fenômeno que existe há milhões de anos. Ocorre quando as águas lá do oeste do oceano Pacífico aquecem. Antigamente, um El Niño muito forte, como o registrado em 2015 e 2016 e esse que se repetiu em 2023, acontecia a cada 100 ou 200 anos. Agora está acontecendo muito frequentemente porque os oceanos estão mais quentes em razão do aquecimento global.
Estiagem no Lago do Puraquequara em Manaus (AM) evidencia os efeitos da seca extrema de 2023 - Imagem: Alberto César Araújo/Amazônia Real (Fotos Públicas)
Muitos desses fenômenos naturais aconteciam raramente. Atualmente, são registrados com frequência e batendo recordes de ondas de calor. Então, é isso: um planeta mais quente faz com que muitos fenômenos naturais aumentem a sua frequência. 
Eventos extremos, antes registrados uma vez a cada 10 anos, agora ocorrem uma vez a cada dois, três anos. Se a gente deixar o planeta 4°C mais quente, esses eventos extremos serão o novo normal. 
O aquecimento global é reversível?
Nada relacionado à mudança climática é reversível. Você sabe quanto tempo uma molécula de gás carbônico fica na atmosfera? 150 anos. Isso significa que a emissão do seu carro hoje vai estar na atmosfera daqui a muito tempo. Portanto, não existe reversibilidade na nossa geração — só se pensar numa escala de séculos.
E mesmo que a gente fique [em um aumento de] 1,5°C, o nível do mar vai continuar subindo por muitos séculos. São muitos séculos para o gelo voltar na Groenlândia e na Antártica, porque é um processo muito lento.
O que nós temos que impedir é explodir o planeta. Temos que evitar chegar a 4°C no final do século, porque não dá para retirar todo gás da atmosfera e voltar para aquilo que era antes da revolução industrial. O Acordo de Paris [2015] propõe que os países zerem as emissões líquidas até 2050 e reduzam em 50% até 2030.  
Por que a Amazônia é um bioma fundamental nas discussões sobre o clima?
Se a gente perder a Amazônia — e estamos muito perto de um ponto de não-retorno —, perderemos a maior biodiversidade do planeta, o que traz um risco enorme de epidemias e pandemias.
“Rios voadores” da Amazônia ajudam a regular os sistemas de chuva em várias partes do país - Imagem: EBC
A Amazônia mantém a temperatura muito mais baixa. Na floresta, a temperatura máxima é 30ºC. Só perdendo a Amazônia, você aumenta a temperatura em cerca de 3°C a 5°C. A floresta recicla muito bem a água pela evaporação, pela transpiração das plantas.
A Amazônia gera os chamados rios voadores, que são enormes fluxos de água que saem da Amazônia e alimentam os sistemas de chuva em vários lugares do mundo. São inúmeros impactos climáticos se a gente perder a Amazônia. Um impacto global, não apenas regional. 
 Conteúdos que negam a mudança climática tendem a rechaçar a ideia de responsabilização dos seres humanos pelas catástrofes naturais. Por outro lado, já existem relatos de jovens com a chamada ecoansiedade. Quais caminhos para um debate maduro?  
Posts no X (antigo Twitter), às vésperas da COP 28, negam a ideia de que o aquecimento global é consequência de gases emitidos pelos seres humanos
A ecoansiedade está crescendo muito, principalmente entre os jovens dos países mais desenvolvidos. Vemos casais que tomam a decisão de não ter mais filhos porque não querem que passem por uma crise climática gigantesca. 
É um grande desafio, porque daqui a pouco esses adolescentes estarão trabalhando, consumindo, vão começar a ter cargos de liderança política, econômica e social. Já vejo, no entanto, pessoas mais novas mudando hábitos de consumo. Ainda é pouco perto do número de milhões de jovens que existem no mundo. 
Por outro lado, só para se ter uma ideia: alguém que nasceu, como eu, na década de 1950, vai experimentar — assumindo que a gente viva até os 80 anos — umas cinco ondas de calor como nós tivemos esse ano aqui no Brasil em toda a vida. Já um bebê que nasceu em 2020 vai experimentar no mínimo 30 ondas de calor. E isso está gerando a ecoansiedade.
“É preciso que essa geração nova entenda que, se não tomar a liderança e combater a emergência climática, o mundo será muito pior. É importante que eles pensem diferente da minha geração, que foi a que mostrou o risco, mas não evitou. A minha geração, quando esteve no poder — e está até hoje no poder político, econômico e empresarial —, não combateu a emergência climática.”
– Carlos Nobre, climatologista
Qual é a sua avaliação das políticas públicas para a área no Brasil com o governo Lula? O senhor já analisou o Plano de Transformação Ecológica, apresentado pelo Ministério da Fazenda? 
O Brasil pode ser o primeiro país do mundo a zerar as emissões. Nós temos todas as condições. Esse Plano de Transformação Ecológica fala sobre o Brasil fazer a transição ecológica — porque, para nós, é fundamental reduzir o desmatamento e, por isso, é mais desafiador a transição ecológica do que a transição energética.
Isso porque 18% das nossas emissões nos últimos anos são queima de combustíveis fósseis, 50% são do desmatamento e 25% da agricultura. Então, é preciso zerar o desmatamento em todos os biomas do Brasil até 2030, principalmente na Amazônia. E isso também a partir de uma agricultura e pecuária regenerativas. O fato de o plano ter sido construído no Ministério da Fazenda é importante porque a agricultura é o maior elemento do PIB brasileiro.
Ao mesmo tempo, é um enorme desafio porque, no Congresso Nacional, tem um grande número de negacionistas. Será uma briga política nada trivial. Na COP 28, o Brasil vai lançar programas muito importantes para zerar o desmatamento e para gerar um fundo de dezenas de milhões de dólares por ano para financiar projetos de restauração florestal. Vamos torcer para que dê certo.

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