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É falso que número de mortes de yanomamis cresceu 50% no governo Lula
09.01.2024 - 10h17
Porto Alegre - RS
Post que circula nas redes sociais afirma que o número de mortes de yanomamis cresceu 50% durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É falso.
Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:
Número de mortes de ianomâmis cresce 50% no governo Lula, após acusar governo Bolsonaro de ‘genocida’”
– Texto em imagem que circula nas redes sociais
Falso
Em 2023, primeiro ano do governo Lula, o número de mortes de yanomamis registrou tendência de estabilidade na comparação com o ano anterior, indicam dados do Ministério da Saúde oriundos do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi).
Em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), morreram 343 yanomamis, conforme nota do Ministério da Saúde publicada na sexta-feira (5). Já entre 1º de janeiro e 30 de novembro de 2023, foram registrados 308 óbitos de indígenas da etnia, de acordo com a pasta. O dado oficial de dezembro ainda não foi divulgado, mas, até novembro, o país registrava queda de 10,2% no número de mortes.
A informação falsa sobre o aumento percentual da morte de yanomamis em 2023 foi publicada no título de uma matéria de um site que considerava 209 indígenas da etnia mortos em 2022. Porém, na mesma matéria, no terceiro parágrafo do texto, consta a informação do Ministério da Saúde sobre as 343 mortes em 2022.
"É importante esclarecer que a consolidação do número de mortes é um processo em atualização, que requer uma investigação detalhada, e que se tornou ainda mais complexo diante da precarização dos sistemas de notificação e vigilância no território identificados no início deste ano. Dessa forma, essa precarização pode levar a um número ainda maior de óbitos ocorridos até 2022", diz em nota o Ministério da Saúde.

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Gabriela Soares
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