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É falso que mais de 300 milhões de pessoas participaram de ato de Bolsonaro na Avenida Paulista
26.02.2024 - 10h13
Porto Alegre - RS
Post nas redes sociais traz um vídeo com cenas da manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (25). A legenda que acompanha a publicação alega que a Polícia Militar de São Paulo estima que mais de 300 milhões de pessoas tenham participado do ato. É falso.
Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:
PM de SP estima que mais de 300 milhões de pessoas estão presentes na Paulista”
– Texto em vídeo que, até as 8h48 dia 26 de fevereiro de 2024, havia recebido 8.496 curtidas de usuários do Instagram
Falso
O ato pró-Bolsonaro realizado na Avenida Paulista não reuniu mais de 300 milhões de pessoas. É impossível que tal quantidade estivesse presente, já que o Brasil possui 203,1 milhões de habitantes, conforme Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho do ano passado.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo estima que 600 mil participaram do ato, número que pode chegar a 750 mil pessoas quando somadas as ruas adjacentes. A nota da SSP não explica como o cálculo foi feito. 
A Universidade de São Paulo (USP), por sua vez, aponta que 185 mil estiveram na manifestação. Os pesquisadores da instituição realizaram a projeção com base em imagens aéreas, enquanto que o número final é calculado a partir do momento com maior concentração de manifestantes.
O site Poder360 calcula um público entre 300 mil e 350 mil pessoas. O veículo de imprensa utilizou o Google Earth para definir a área da manifestação e, a partir das análises das fotos e dos vídeos, estimou a densidade dos locais ocupados para chegar a sua projeção de público.

Manifestação

O ato de domingo (25) reuniu aliados e apoiadores de Bolsonaro. O ex-presidente convocou a manifestação para, segundo ele, se defender das investigações sobre tentativa de golpe de Estado quando estava à frente da Presidência da República. Em seu discurso na Avenida Paulista ele disse que agiu dentro dos limites da Constituição.

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Catiane Pereira
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