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Soldados queimados em vídeo são turcos, não israelenses mortos pelo Hamas
01.03.2024 - 12h47
Porto Alegre - RS
Post nas redes sociais mostra um perturbador vídeo com homens trajando uniforme militar sendo queimados vivos. A legenda que acompanha a publicação alega que eles são soldados israelenses assassinados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). É falso.
Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:
*Hamas queimando soldados israelenses vivos !*É isso que esses desgraçados petistas apoiam ?*
– Texto em vídeo que circula nas redes sociais
Falso
O vídeo é antigo e circula desde dezembro de 2016, conforme revelou uma busca reversa das imagens. As cenas mostram dois soldados turcos sendo queimados vivos, na Síria, pelo Estado Islâmico (EI). À época, o grupo extremista assumiu a autoria do ato. As cenas não têm qualquer ligação com o Hamas ou com acontecimentos recentes envolvendo soldados israelenses.
As imagens foram gravadas na Província de Aleppo, no norte da Síria. No vídeo, que originalmente tem 19 minutos, o homem que comanda a ação fala em turco e ataca o presidente Recep Tayyip Erdogan, convocando à "destruição" da Turquia. 
Atualmente, o EI continua a realizar ataques insurgentes na Síria. No mês passado, por exemplo, ao menos cinco pessoas foram mortas enquanto coletavam trufas. 
Contudo, o grupo terrorista perdeu força nos últimos anos devido ao avanço de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos. Em agosto do ano passado, o EI anunciou a morte de seu líder, Abu Hussein al-Husseini al-Qurashi, em um ataque de forças da Turquia.

Conflito

Em 7 de outubro do ano passado, o Hamas lançou um ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza, realizando massacres e fazendo reféns. Israel declarou situação de guerra e respondeu com uma série de bombardeios
O Ministério da Saúde do Hamas anunciou, em 29 de fevereiro, que mais de 30 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o início do conflito
Esse conteúdo também foi verificado por The Quint World, India TV e Vartha Bharati.

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Catiane Pereira
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