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Como posts anti-LGBT+ usam a defesa da família para espalhar desinformação e ódio no Facebook
Dois conceitos — nunca oficialmente definidos pela ciência nem pela academia, mas amplamente conhecidos nas Américas (especialmente a cristã) — circulam nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens hoje em dia, acompanhando uma série de narrativas desinformativas que têm como objetivo atacar a comunidade LGBT+ e reduzir seus direitos.
Esta reportagem, a primeira de uma série realizada pelo consórcio formado por Lupa, Univision, Data Crítica e o Instituto Democracia Digital das Américas (DDIA) e será publicada nesta semana do Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, analisou mais de 11 mil publicações e traz à luz dados e exemplos concretos de como as expressões "família tradicional" e "desenho original da família" foram apropriadas pelos movimentos ultrarreligiosos e pelas entidades super polarizadas do continente para promover desinformação e ódio contra homossexuais e pessoas trans.
Se até recentemente essas duas expressões costumavam ser ouvidas entre os católicos em momentos de fé e celebração de suas tradições, agora são mais frequentes em publicações online que, sem demonstrar nenhum dado ou fato comprovável, amplificam a teoria conspiratória de que as pessoas LGBT+ se uniram não só nas Américas, mas em todo o planeta, para atacar — e quiçá acabar — com a “família tradicional” composta por um homem e uma mulher cisgêneros e heterossexuais.
Como se sabe — e confirma o verbete da Enciclopédia Britannica Online —, o movimento LGBT+ "advoga pela igualdade de direitos para lésbicas, gays [homens homossexuais], bissexuais, pessoas transgêneros e pessoas queer” e toda a diversidade de gênero e sexual existente. O verbete ainda cita que esse movimento “busca eliminar as leis de sodomia; e exige o fim da discriminação contra pessoas LGBT+ no emprego, crédito, moradia, locais públicos e outras áreas da vida". Não tem como objetivo, portanto, atacar os heterossexuais nem modificar seu estilo de vida. Apenas busca o direito de coexistir com eles em pé de igualdade.
Na internet, no entanto, publicações mencionando a "família tradicional" ou o "desenho original da família" passaram a vir acompanhadas de vídeos e imagens que sugerem que as pessoas LGBT+ são um perigo — principalmente para as crianças — e que estão alinhadas com partidos políticos, ONGs, escolas e até Hollywood para derrotar, segundo eles, o modelo de vida proposto por Deus no Jardim do Éden ou por José e Maria, quando deram à luz seu filho, Jesus Cristo.
Investigar as publicações feitas no Facebook sobre a "família tradicional" e o "desenho original da família" é encontrar histórias impactantes, que demonstram não apenas a construção de narrativas enganosas, conspiratórias e odiosas, mas também descobrir que elas circulam livremente pelas Américas. Que superam barreiras geográficas e idiomáticas, ignoram leis que já garantem os direitos civis das pessoas LGBT+ e passam incólumes aos termos de uso que as big techs estabeleceram para suas próprias plataformas. É comum ver um post, imagem ou vídeo nascer em um país e, com pouca ou nenhuma adaptação, ser replicado em outro, amplificando a narrativa de desinformação e o discurso de ódio.

Um post, 15 países, 48 horas

O perfil do Facebook intitulado Cristiano Conservador é um exemplo claro disso. Às 13h19 do dia 20 de julho de 2023, a página que tinha mais de 217 mil seguidores (hoje mais de 243 mil) se juntou à onda de ataques que se formava no Facebook contra o então recentemente lançado filme Barbie. "[Hollywood é uma] Caverna de ladrões e covil de pedófilos", disparou, em espanhol, o administrador da página, indivíduo que, segundo dados do próprio Facebook, escreve dos Estados Unidos.
A frase acusatória do Cristiano Conservador vinha acompanhada de uma lista que supostamente resumia para os usuários da plataforma tudo o que o dono da página acreditava ter visto de ruim naquele filme.
"A mensagem da Barbie [é]:
- Os homens são inúteis.
- A família tradicional é irrelevante.
- O que faz uma mulher ser mulher é sua beleza física.
- Qualquer um pode ser uma Barbie, até mesmo um homem ("Doctor Barbie" é trans).
- O futuro é feminista e sexualmente diverso; as mulheres estão no comando, os homens se submetem.
≥ Slogan-chave: "Ela é tudo; Ele é apenas Ken", que é um eufemismo para "ele só é bom para o sexo".
O post de desabafo e alerta feito pelo Cristiano Conservador poderia ter sido apenas mais um na enorme quantidade (confira a base completa) de publicações que surgiram quando o filme da boneca mais famosa do planeta foi lançado. Também poderia ter sido apenas mais um ataque dos conservadores e religiosos ao que consideram ser a destruição da chamada "família tradicional", aquela que é composta por um homem, uma mulher e seus filhos cisgêneros e heterossexuais — nunca por homossexuais ou trans, por exemplo.
Mas dados extraídos do CrowdTangle (ferramenta da Meta que permite analisar postagens feitas no Facebook) mostram que essa publicação do Cristiano Conservador gerou não apenas um grande número de reações, mas também foi amplamente republicada — em português e inglês — pelas Américas, provocando uma onda de reações anti-LGBT+ em todo o continente.
Quarenta e oito horas depois de o Cristiano Conservador publicar sua análise de Barbie, o post já havia alcançado nada menos do que 15 países das Américas e já era lido em seus três principais idiomas. Pelo menos 172 postagens já haviam compartilhado a mensagem do Cristiano Conservador em suas próprias páginas e alcançado mais de 225 mil interações. Segundo dados do CrowdTangle, este conteúdo pode ter sido visto por cerca de 33 milhões de usuários do Facebook em apenas dois dias — considerando a soma dos seguidores de todas as páginas que republicaram o material.
Seja copiando e colando, sem mudar nem uma vírgula, ou simplesmente clicando no botão de compartilhar oferecido pela plataforma, páginas e perfis que viam na Barbie um ataque à "família tradicional" bíblica entraram em ação de forma sequencial naqueles dias.
O material chegou ao Facebook do Brasil através da conta Na igreja. Com mais de 500 mil seguidores, a página possui pelo menos dois pontos em comum com o Cristiano Conservador: ambos têm uma clara conexão com a religião (e seus valores) e são administrados a partir dos Estados Unidos. Após a postagem do Na igreja, outras 23 páginas que escrevem em português também amplificaram o conteúdo.
Em inglês, a história foi semelhante. O post crítico à Barbie e sua suposta intenção de atacar a "família tradicional" começou a viralizar a partir de uma página também religiosa e também administrada nos Estados Unidos, a St. Francis Of Assisi Peace. Depois dela, pelo menos outras seis páginas amplificaram o mesmo material para outras audiências que costumam ler em inglês.

Ação da plataforma

Devido a esse alcance, à rapidez na difusão e/ou à menção à pedofilia (feita na acusação — sem provas — contra Hollywood), o Facebook decidiu remover o post original do Cristiano Conservador da rede dois dias após sua publicação, em 22 de julho de 2023.
Os detalhes sobre o que aconteceu geralmente não são públicos, e as plataformas preferem não comentar essas decisões. O que se sabe sobre este episódio vem da própria página Cristiano Conservador, que informou a seus seguidores que havia apelado da decisão perante o Facebook, usando os sistemas online que a plataforma oferece, e esperava ver a publicação novamente online. Dito e feito. Em poucas horas, o post havia sido devolvido ao Facebook. Intacto.
Em suas regras da comunidade, a Meta, a empresa proprietária do Facebook, diz que não permite discursos de ódio na plataforma e inclui neste conceito qualquer ataque baseado em orientação sexual, sexo ou identidade de gênero.
Mas, ao que parece, ao revisar sua decisão original de remover o post do Cristiano Conservador, a Meta entendeu que o ataque aos "pedófilos" de Hollywood, ao filme Barbie e a qualquer pessoa que não se encaixe na chamada "família tradicional" não se ajustava à definição de discurso de ódio que utiliza.
Embora seja uma empresa privada e tenha o direito de definir suas próprias regras, a decisão de devolver o conteúdo do Cristiano Conservador contradiz o que a própria plataforma promete fazer. E isso foi notado por muitos que interagiram com a publicação na rede e pareciam não concordar com a afirmação de que o cinema estadunidense promove a pedofilia ou acolhe ladrões, nem tampouco com a ideia de que famílias que não são compostas por um homem e uma mulher cisgêneros e heterossexuais tenham algo de errado.
"O casal que é gay quê? Não pode formar uma bela família?", perguntou uma usuária do Facebook entre os comentários da publicação do Cristiano Conservador sobre Barbie. "Não podem e você já sabe o porquê. Não se faça de ingênuo", respondeu minutos mais tarde outra usuária, também utilizando o espaço de comentários.
A reportagem entrou em contato com a Meta e com o perfil Cristiano Conservador sobre os pontos relatados acima, mas não obteve retorno da página de Facebook até a publicação deste conteúdo. 
Em nota enviada por e-mail, a Meta informou que “não permite discurso de ódio em suas plataformas e os Padrões da Comunidade proíbem qualquer conteúdo que ataque pessoas com base em suas características”. “Isso inclui etnia, nacionalidade, religião ou orientação sexual, classe social, gênero, identidade de gênero, doença ou deficiência. Revisamos conteúdo por meio da combinação de tecnologia de Inteligência Artificial e equipes humanas. Também incentivamos as pessoas a denunciarem conteúdos e contas que acreditem violar nossas políticas através das ferramentas disponíveis dentro dos próprios aplicativos”, destacou a empresa.

O que se diz sobre "a família tradicional"

Ao longo de 12 meses, de fevereiro de 2023 a janeiro de 2024, o consórcio do qual a Lupa faz parte monitorou publicações no Facebook que tratavam da "família tradicional" e do "modelo original de família".
Durante este período, a equipe de reportagem coletou 11.787 publicações que mencionavam essas expressões (em português, inglês e espanhol), seja para defender esses conceitos ou criticá-los. O objetivo era estudar se essas expressões comumente usadas por cristãos em celebrações religiosas realmente haviam sido replicadas pelo movimento anti-LGBT+ e qual era o tamanho desse uso na principal rede social aberta das Américas.
Nessas mais de 11 mil publicações analisadas, viu-se um pouco de tudo: de referências à Bíblia até críticas à educação sexual nas escolas. De debates sobre projetos de lei que tratam (ou poderiam tratar) da família tradicional até ataques a marcas, produtos e serviços que realizaram ações em defesa da comunidade LGBT+ e que, supostamente, fazem parte da conspiração anti-heterossexual imaginária.
Mas, no conjunto das mensagens coletadas, identificou-se, além de desinformação, um abundante conteúdo de ódio. Tanto materiais claramente falsos, exagerados ou simplesmente retirados de contexto quanto textos, imagens e vídeos que já foram amplamente classificados como enganosos pela comunidade internacional de fact-checkers e continuam circulando livremente.
A quantidade de publicações desse tipo foi tão grande e intensa no período analisado pelo consórcio que também chamou a atenção de várias entidades que lutam pelos direitos das pessoas LGBT+. Em meados de março, por exemplo, a ONG americana GLAAD lançou um relatório e ganhou as páginas do jornal The Washington Post dizendo que a Meta (dona do Facebook) tem falhado na tentativa de enfrentar o ódio anti-trans em suas redes sociais. 
No documento, a GLAAD reúne dezenas de exemplos de postagens que promovem uma retórica odiosa contra as pessoas LGBT+. São posts que vêm, inclusive, de personalidades americanas. A Meta não se pronunciou sobre os resultados do relatório na época nem agora, ao ser procurada para comentar esta reportagem.
Entre as publicações feitas pelos defensores da "família tradicional" no Facebook analisadas pelo consórcio formado por Lupa, Univision, Data Crítica e o Instituto Democracia Digital das Américas (DDIA), há conteúdos que "explicam" as cores da bandeira LGBT+ de forma evidentemente equivocada, associando-os a Satanás, sodomia e mutilação sexual — na verdade, não é nada disso.
Também há, no conjunto de publicações analisadas, postagens que amplificam a teoria da conspiração que afirma que a Organização das Nações Unidas (ONU) busca implementar, por meio da Agenda 2030, "um governo mundial" disposto a "semear a ideologia de gênero entre as crianças para que as futuras gerações considerem normal ter um parceiro do mesmo sexo" — o que não é verdadeiro (veja aqui, aqui e aqui exemplos de checagens já publicadas sobre esse assunto).
Acusações — explícitas e implícitas — de que as pessoas LGBT+ querem perverter as crianças são constantes. Usam hashtags como #LutaContraAMáfiaPedófila ou #fComMeusFilhosNãoSeMeta e falam de uma imaginária "normalização da pedofilia", sem apresentar qualquer dado. 
A pesquisa também encontrou dezenas de publicações que parecem conectar as narrativas das Américas com as de outro continente. Na base de dados extraída do CrowdTangle, há postagens que aplaudem as políticas que a Rússia adotou contra a comunidade LGBT+. Há elogios, por exemplo, a uma lei que proíbe a mudança de sexo na Rússia e um texto — replicado por pelo menos oito páginas do Facebook capazes de alcançar quase 16 milhões de usuários — que celebra o fato de o presidente Vladimir Putin ter declarado a comunidade LGBT+ como "uma organização extremista"

A participação dos políticos

Nos 12 meses analisados neste levantamento, conversas sobre a família composta por um homem, uma mulher e filhos geraram uma média de 32 postagens por dia nos três idiomas analisados. Isso dá uma média de mais de uma publicação por hora no Facebook. Mais de 6.100 páginas únicas criadas na plataforma se envolveram na temática. Dados públicos indicam que elas são administradas a partir de 56 países, ou seja 28% das nações do planeta, e que tiveram quase 531 milhões de interações com o material que mencionava a "família tradicional". 
Um mergulho nos tipos de página que mais publicam sobre a "família tradicional" ou o "desenho original da família" revela uma diferença substancial entre o que ocorre em português frente às demais linguagens estudadas. 
Enquanto em espanhol o papo sobre a família é impulsionado por páginas auto-registradas no Facebook como sendo associadas a meios de comunicação e, em inglês, a espaços de cunho religiosos, em português o tema repercute prioritariamente a partir de páginas de políticos, partidos, organizações políticas e mesmo candidatos a cargos eletivos. 
Dados do CrowdTangle mostram que, nos 12 meses da amostra, 173 páginas administradas no Brasil e registradas como atuando no mundo político mencionaram ao menos uma vez as expressões buscadas pela reportagem. Nesse universo, 80 eram páginas de políticos que ocupavam cargos públicos no momento da coleta de dados. Entre eles, havia seis senadores, 38 deputados federais, 19 deputados estaduais ou distritais, quatro prefeitos e 13 vereadores. E, nesse conjunto, o ponto alto da conversa online sobre a "família tradicional" se deu em torno da aprovação da última edição da Lei de Diretrizes Orçamentárias do Brasil (LDO 2024). 
Em 19 de dezembro do ano passado, os deputados federais Zucco (PL-RS), Júlia Zanatta (PL-SC), Carol de Toni (PL-SC) e o senador Marcos Rogério (PL-RO), entre outros congressistas, foram ao Facebook comemorar a aprovação da LDO com uma emenda que havia sido apresentada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e que proibia a União de ter despesas que pudessem, entre outros pontos, atentar contra a “família tradicional".
Poucas foram as vozes que se alçaram ao debate para criticar a emenda aprovada. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) lamentou que os opositores tivessem obtido uma vitória e os classificou como a "vanguarda do atraso". Para Jandira, o movimento era  "extremamente retrógrado e preconceituoso" por se basear no conceito de "família tradicional, formada por pai, mãe e filhos”. 
Em pouco tempo, as redes sociais batizaram a emenda aprovada como "emenda das trevas", uma vez que ela proibia o governo federal de ter ações "tendentes a influenciar crianças e adolescentes a terem opções sexuais diferentes do sexo biológico".
Em 3 de janeiro de 2024, no entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu vetar esse trecho da LDO. Em sua justificativa, o governo afirmou que as condutas descritas na emenda eram "aleatórias e impertinentes em relação ao que costumeiramente consta em lei de diretrizes orçamentárias". A Presidência também destacou que as proibições sugeridas ali eram discriminatórias e feriam preceitos constitucionais.
A decisão de Lula repercutiu no Facebook, fazendo com que as narrativas em favor da "família tradicional" ganhassem novo fôlego. O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) apostou no uso de linguagem cifrada (substituindo letras por números, por exemplo) para tratar do assunto sem que pudesse cair em qualquer monitoramento automático feito pela Meta contra postagens de ódio. 
"Contrariando expressiva decisão do Congresso Nacional, que se opôs às despesas da União que incentivem ou financiem inv@são, ou ocup@ção de terras, 4b0rto, cirurgia de mudança de s3xo e atent3m c0ntra a família tradicional, o pres. Lula vetou tal barreira na Lei de Diretrizes Orçamentarias deste ano. Vamos trabalhar para derrubar tal veto às necessárias medidas asseguradas pelo Parlamento, a fim de resguardar os brasileiros contra avanço de pautas ide0lógicas e nef@stas desse Governo, que contrariam os valores da Nação", escreveu Girão. 
Outra narrativa que ganhou fôlego sobre este debate — e já foi desmentida diversas vezes — é de que o governo federal autorizou intervenção para mudança de sexo a partir dos 14 anos de idade. Material falso que também promove divisão social.

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Esta é uma investigação jornalística realizada por elDetector, Lupa, Animal Político, Data Crítica e DDIA, graças ao apoio do Consórcio de Apoio ao Jornalismo Independente na América Latina (CAPIR, na sigla em espanhol), liderado pelo Institute for War and Peace Reporting (IWPR).
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