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Governo Lula não enviou livros que incentivam incesto a escolas públicas
04.06.2024 - 17h42
João Pessoa - PB
Circula nas redes sociais vídeo de uma reportagem que mostra que um livro infantil estava sendo recolhido das bibliotecas de escolas públicas por supostamente incentivar o incesto. De acordo com a legenda, esses livros foram comprados e distribuídos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É falso.
Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:
MEC envia livros comprados pelo governo Lula que incentiva filhas a se casarem com o pai
– Legenda de post que circula no WhatsApp
Falso
A reportagem que circula nas redes sociais é antiga, de 2017. À época, o livro de contos Enquanto o Sono Não Vem, de José Mauro Brant, foi recolhido pelo Ministério da Educação — comandado por Mendonça Filho, ministro do então governo Michel Temer (MDB) — ou seja, sem relação com o atual governo do presidente Lula.
A decisão de recolher ​​os 93 mil exemplares do livro se deu com base em parecer técnico da Secretaria de Educação Básica. A obra tinha sido distribuída pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa para alunos de primeiro, segundo e terceiro anos do ensino fundamental das escolas públicas. Selecionada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em 2014, a obra havia sido avaliada e aprovada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A decisão foi tomada por causa do conto "A triste história de Eredegalda", que narra a história de um rei que pede uma das três filhas em casamento. Ela nega. Como punição, é aprisionada em uma torre e morre de sede. A personagem chega a pedir a ajuda da mãe e das irmãs, que nada fazem por medo das ameaças de morte do rei.
“As crianças, no ciclo de alfabetização, por serem leitores em formação e com vivências limitadas, ainda não adquiriram autonomia, maturidade e senso crítico para problematizar determinados temas com alta densidade, como é o caso da história em questão”, diz nota da Secretaria de Educação Básica, publicada à época.
A reportagem compartilhada nas redes sociais, veiculada em um telejornal local do Espírito Santo em junho de 2017, mostrava que, além de Vitória, os municípios da Serra e de Cariacica estavam recolhendo os livros das escolas municipais. 

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Ítalo Rômany
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