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Câncer e infertilidade: vacina contra HPV completa 10 anos no SUS e fakes ainda são um desafio
02.07.2024 - 11h58
São Paulo - SP
Desinformação nas redes sobre a vacina contra HPV. Foto: Reprodução.
O câncer do colo do útero é a terceira causa mais comum de câncer na mulher brasileira. A forma mais eficaz de prevenir a doença, segundo especialistas, é a vacina contra o HPV —  o Papilomavírus Humano, vírus transmitido principalmente pelo sexo. Em 2024, o Brasil completa dez anos de vacinação contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS), mas a cobertura vacinal do imunizante, cujo público-alvo são meninas e meninos com idades entre 9 e 14 anos, ainda está abaixo da meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 90% para meninas entre nove e 14 anos.  
Segundo dados do Ministério da Saúde, quando o esquema do imunizante era feito com duas doses, 75% das meninas receberam a primeira dose, enquanto a porcentagem para a segunda não alcançou 60%. Para os meninos, a cobertura com a primeira vacina foi de 53%, e apenas 33% receberam a segunda dose. Segundo o governo, esses dados consideram o somatório de todo período em que a vacina foi aplicada em duas doses, entre 2014 e 2023. Desde 1º de abril deste ano, o esquema vacinal passou a ser feito por dose única e, com a alteração, a avaliação das metas será anual.
Para a pasta, a desinformação vinculada às vacinas “é um dos fatores que impacta na adesão da população às campanhas de imunização” e representa um retrocesso para a vacinação no país. 
Fakes sobre a vacina contra o HPV não surgiram recentemente, nem são exclusivas do Brasil. Narrativas falsas sobre o imunizante circulam também há 10 anos nas redes sociais e contribuem até hoje para manter crianças e adolescentes distantes da proteção disponível no SUS. Agências de checagem já produziram verificações sobre desinformações que circularam nos Estados Unidos, Bolívia, Polônia, África do Sul e Austrália, por exemplo. Algumas delas são reproduzidas também no Brasil.
A Lupa reuniu as principais desinformações que circularam e ainda circulam no Brasil e no exterior, conversou com especialistas e analisou os dados disponíveis sobre os imunizantes. 
Vacina contra o HPV causa paralisia em meninas? 
Em 2014, quando a vacinação contra o HPV teve início no Brasil, foram reportados casos de possíveis eventos adversos pós-vacinação nos municípios de BertiogaSão Carlos, em São Paulo, e também no estado do Acre. Segundo os relatos, — que mais adiante foram desvinculados à vacina — as meninas imunizadas queixavam-se de desmaios, convulsões, dor e perda de sensibilidade nas pernas. 
Na época, publicações nas redes sociais questionavam a segurança do imunizante quadrivalente (que protege contra quatro tipos de vírus do papiloma humano), mesmo sem haver qualquer comprovação de que os sintomas seriam reações diretas da vacinação. Esse foi o momento em que as primeiras desinformações sobre o imunizante passaram a circular nas redes.
Nas redes, usuários alegavam, sem provas, que a vacina contra o HPV causava paralisia.
As famílias dos jovens de São Paulo e do Acre suspeitavam que os sintomas físicos estariam vinculados à imunização. No entanto, as autoridades de saúde municipais, estaduais e federais que monitoraram os casos concluíram que as ocorrências se tratavam de reações psicogênicas
Esse tipo de evento é uma espécie de distúrbio manifestado no corpo, mas que tem origem psíquica e é causado pelo estresse do ato de vacinar, não pelos componentes do imunizante. “São reações de efeito psíquico, sem nenhuma sequela neurológica”, disse a médica oncologista Angélica Nogueira, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), em entrevista à Lupa.
Segundo documento emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a reação psicogênica em massa é “um evento que pode ocorrer em crianças e adolescentes sob estresse físico e emocional”, sendo observado inesperadamente ou surgindo a partir de sinais e sintomas “sem que se consiga estabelecer uma causa aparente”. Além disso, ainda segundo a Anvisa, essas ocorrências “são mais frequentes em grupos fechados, como alunos de uma mesma escola ou trabalhadores de uma mesma empresa, embora também possa acometer a população em geral”.
Para a médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina continua sendo segura. “Em 2014, sim, a gente teve aqueles casos de paralisia em Bertioga. Como tem que ser como qualquer evento que aconteça após a vacinação e que a pessoa considere que tem relação com a vacina, ele foi investigado pela saúde do estado de São Paulo e o diagnóstico foi de estresse pós-vacinal, que não é raro e que não acontece só com a vacina HPV, acontece com várias vacinas”, disse a médica em entrevista à Lupa.
“A gente tem, na literatura [científica], estresse vacinal causando paralisia, confusões  e enfim, é um quadro bem rico que parece um quadro neurológico, mas não é. Claro, precisa ser investigado e o resultado foi esse: estresse pós-vacina. As meninas nunca ficaram paralíticas de verdade”, disse Isabella Ballalai. 
Além disso, a médica Angélica Nogueira, em nota encaminhada à Lupa, reiterou o quadro observado. “As possíveis reações neurológicas atribuídas à vacina foram cuidadosamente acompanhadas por pesquisadores da USP e a conclusão do parecer foi ausência de sequelas, hipótese de reações psicogênicas”, disse.
A pedido do Ministério da Saúde, a Universidade de São Paulo (USP) conduziu um estudo com o objetivo de compreender se as reações epiléticas de 12 jovens imunizados no Acre foram causadas pela vacina contra o HPV. O grupo analisado, formado por 11 meninas e um menino, passou por diversos exames, desde análises físicas até neurofisiológicas. Os jovens foram submetidos a ressonância magnética cerebral, videoeletroencefalografia (VEEG) e eletroencefalografia (EEG), por exemplo, a fim de mapear a integridade do órgão e a atividade elétrica.
O estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (IPq HCFMUSP) concluiu, em 2019, que as reações apresentadas pelos jovens não tinham “qualquer nexo causal biológico com a vacina HPV4”. Os exames de dois irmãos, uma menina e um menino, revelaram que os sintomas epiléticos eram genéticos. Os outros 10 casos, que não tinham epilepsia, mas sintomas convulsivos, foram caracterizados como “crises não epilépticas psicogênicas”, nas quais a vacinação foi considerada o evento desencadeador, apesar de suas propriedades biológicas não serem o ponto causador da convulsão, mas sim o estresse pós-vacinal.
Esse tipo de reação também foi relatada, ainda de acordo com a nota emitida pela Anvisa, em outros países como Austrália e Colômbia. 
Câncer
Em 2016, circularam, no Brasil e em outros países, publicações alegando que pediatras admitiram uma relação entre a vacina contra o HPV Gardasil — que também é aplicada no Brasil — e casos de câncer. Na época, a agência de checagem Snoopes, dos Estados Unidos, desmentiu o boato. Em 2023, a AAP, site de verificações da Austrália, também contestou postagens com narrativa similar. 
Este ano, a Heath Feedback, associação francesa que produz conteúdos voltados para a educação científica, refutou alegações sobre aumento do risco de câncer de colo do útero, baseadas em documentos do FDA (Food and Drug Administration, órgão estadunidense similar à Anvisa no Brasil). A associação francesa analisou frases de um homem que também alegava que a vacina aumentaria o risco de câncer de colo do útero, segundo documentos do FDA. A Heath Feedback estudou o documento da agência dos Estados Unidos e concluiu que os dados não demonstraram que a vacina contra o HPV aumentaria o risco de câncer. 
Para a diretora da SBIM, ao contrário do que sugerem os posts desinformativos, não existem evidências de que a vacina contra o HPV provoque câncer; pelo contrário, há comprovação de que ela previna. 
“Já se mostrou que o imunizante previne, inclusive, as lesões precursoras do câncer de colo de útero”.
–  Isabella Ballalai, médica e diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
O Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, no Rio Grande do Sul, conduziu um estudo nacional sobre a prevalência do HPV. Em nota enviada à Lupa, o ministério esclareceu que o estudo teve como objetivo medir o impacto da vacina contra o HPV entre jovens de 16 a 25 anos. A pesquisa foi dividida em duas fases: a primeira entre 2016 e 2017 e a segunda entre 2021 e 2023, analisando a redução dos tipos do vírus ao longo desse período.
“Os resultados da primeira fase mostraram uma redução significativa na infecção por tipos de HPV (um dos principais causadores do câncer de colo uterino) contidos na vacina quadrivalente entre 2016-2017 e 2021-2023, tanto em vacinados quanto em não vacinados (efeito rebanho). A infecção pelos tipos presentes na vacina nonavalente também diminuiu”, disse o Ministério da Saúde em comunicado
Além disso, ainda segundo o estudo, a vacina quadrivalente também apresentou impacto nas taxas de infecção anal por HPV. Os vacinados apresentam taxas de infecção menores (3,1%) do que os não vacinados (10,9%) dos tipos de vírus presentes na vacina quadrivalente.
Infertilidade
Nas redes, também é possível encontrar usuários que afirmam, sem provas, que a vacina contra o HPV causaria infertilidade. No entanto, não existe associação entre a infertilidade e o imunizante. 
Em novembro de 2023, a AFP publicou uma matéria sobre desinformações conspiracionistas contra a vacina Gardasil 9 que circulavam na Nigéria. Uma delas, afirmava que o imunizante causaria infertilidade e, por isso, a imunização serviria para o controle populacional no país. É falso. A infertilidade não está listada nos possíveis efeitos adversos da vacina.
“A gente tem estudos, na área da ginecologia, mostrando que essa questão da infertilidade não existe. E basta olhar para fora e ver, nós já estamos vacinando desde 2014, então são praticamente 10 anos e no resto do mundo começou antes do que aqui, e nada disso aconteceu”, disse a médica Isabella Ballalai. 
O Instituto Butantan afirmou, em um comunicado, que estudos científicos demonstram que a vacina contra o HPV não provoca infertilidade. Uma metanálise publicada no início do ano passado na revista científica Vaccines, comprovou que o imunizante não causa infertilidade. O estudo, conduzido por dez pesquisadores, analisou dados de mais de 1 milhão de pacientes e concluiu que não há risco significativo de insuficiência ovariana prematura. Além disso, outro estudo publicado na revista Pediatrics analisou cerca de 200 mil mulheres e não identificou risco elevado de infertilidade naquelas que haviam tomado a vacina.
Início precoce da atividade sexual
Nas redes, usuários afirmam que a vacinação contra o HPV estimularia a atividade sexual precoce
Outras publicações alegam, ainda, que a vacinação de crianças e jovens estimula a atividade sexual precoce. Segundo os posts, em vista de o imunizante proteger contra o HPV, vírus que é transmitido, principalmente, pelo sexo, ele seria uma forma de incentivar as relações sexuais, o que é mito.
Segundo um estudo da Universidade de Harvard, que foi destacado pelo Instituto Butantan, jovens residentes em estados que faziam campanhas de vacinação contra o HPV não tinham uma vida sexual mais ativa em comparação com aqueles que viviam em outros estados. Além disso, uma pesquisa, da Universidade de Michigan concluiu que a vacinação não está associada à maior probabilidade de início da atividade sexual e nem ao aumento no número de parceiros.
“Não é verdade. É mito que a vacina HPV causa infertilidade ou adiantamento do início da vida sexual. Esses foram tópicos trazidos de maneira falsa várias vezes e foram seriamente conduzida investigações pela Sociedade Americana de Pediatria que descartaram qualquer associação com estes dois fatos”.
– Angélica Nogueira, médica oncologista
“É muito importante que a vacinação seja feita em crianças e adolescentes antes do início da vida sexual. Isso porque é importante a exposição à proteção antes da exposição ao vírus e também porque nessa faixa etária a imunogenicidade da resposta à vacina é muito mais eficaz do que na idade adulta”, completou a oncologista.
Componentes tóxicos
Nas redes, usuários alegam que a vacina contra o HPV contém grafeno e alumínio.
Outras publicações desinformativas circulam nas redes afirmando que a vacina Gardasil (proteção contra os tipos de HPV 31, 33, 52, 56, 58 e 59) contém componentes tóxicos ao organismo, como grafeno e alumínio. Em março de 2023, a AFP produziu uma checagem sobre uma mulher da Bolívia que alegava que o imunizante estaria contaminado por grafeno. 
O componente, que é um nanomaterial composto por carbono, não é um dos ingredientes da fórmula que é produzida pela MSD, empresa que tem a patente da Gardasil e Gardasil 9, imunizantes quadrivalente e nonavalente, respectivamente. 
A vacina contra o HPV possui sulfato de hidroxifosfato de alumínio amorfo, isto é, uma substância que funciona como excipiente atuando na estabilidade do fármaco e melhorando a resposta imunológica à vacina. Essa forma do alumínio utilizada no imunizante é inofensiva e tem apenas como função potencializar o objetivo do produto. Além disso, a Gardasil não é a única vacina que contém uma espécie de alumínio em sua fórmula. 
“Essa história de alumínio é antiga e utilizada por grupos antivacina. A vacina contém um adjuvante à base de alumínio, mas não é um alumínio intoxicante, é um alumínio que não gera intoxicação em ninguém, e que é usado há muitos anos em diferentes vacinas que se mostram seguras e eficazes”.
– Isabella Ballalai, médica e diretora da SBIm
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a composição desse tipo de alumínio inserido nos imunizantes não causa problemas de saúde a longo prazo e os humanos já ingerem alumínio regularmente através dos alimentos ou das bebidas. 
Segurança e eficácia
No Brasil, a vacina contra o HPV produzida pela MSD, em parceria com o Butantan, e distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde) é a quadrivalente que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Segundo afirmou o Ministério da Saúde em nota encaminhada à Lupa, esses são os tipos de vírus mais frequentes, uma análise também destacada pela oncologista da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Angélica Nogueira.
“A vacina quadrivalente protege contra os subtipos mais comuns do HPV, sendo uma vacina altamente eficaz e que comprovadamente reduz a incidência de câncer do colo do útero e de outras infecções benignas associadas ao vírus”, afirmou Nogueira.
A MSD disponibiliza no mercado privado a vacina nonavalente, que além de proteger contra os tipos da quadrivalente, também protege contra o 31, 33, 45, 52 e 58. A empresa passou a oferecer esse fármaco no Brasil a partir de abril do ano passado.
Na bula da Gardasil, é possível verificar que as reações mais comuns após a vacinação são “dor, inchaço, coceira, hematoma e vermelhidão” no local da aplicação, além de outros relatos que incluem dor de cabeça, febre, tontura, náuseas e vômitos. Segundo a empresa, desmaios são considerados incomuns após a imunização. 
No entanto, segundo o Instituto Butantan, de modo geral, a Gardasil é administrada em mais de 50 países e tem segurança e eficácia comprovadas para reduzir casos de câncer causados por HPV e lesões pré-cancerosas. Na Austrália, por exemplo, com a vacinação, o país conseguiu reduzir a circulação do vírus e pode ser o primeiro a erradicar o câncer de colo de útero
“A vacina do HPV é uma vacina muito segura, aplicada no mundo inteiro, inclusive, permitiu que a Austrália tenha praticamente eliminado o câncer do colo do útero. A Austrália foi um dos primeiros países a usar a vacina. Sempre utilizaram a quadrivalente e tiveram excelentes resultados. Agora usam a nonavalente”, disse a médica da SBIm, Isabella Ballalai. 
Vacinação contra o HPV no Brasil
A partir de abril deste ano, o Ministério da Saúde decidiu que a imunização contra o HPV seria realizada  com uma única dose, substituindo o esquema anterior de duas aplicações com intervalo de seis meses entre elas. Segundo a pasta, essa decisão foi recomendada pela OMS e pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde)
O objetivo do esquema de dose única é ampliar a cobertura vacinal contra o HPV, considerando que muitas pessoas não retornam para receber a segunda dose. Segundo a nota encaminhada pelo Ministério da Saúde, o novo sistema “permitirá a aplicação de apenas uma dose do imunizante, garantindo proteção contra o vírus”.
A pasta acrescentou também que “a medida resultará num aumento da disponibilidade da vacina, que será usada, inicialmente, para busca ativa de pessoas de até 19 anos não vacinadas e grupos prioritários”. “A distribuição mensal da vacina HPV é feita de acordo com as solicitações dos estados. Desde a implementação das ações de microplanejamento em 2023, promovidas pela atual gestão do Ministério da Saúde, houve um aumento significativo de aproximadamente 40% nas solicitações em comparação aos anos anteriores”. 

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